1. SEES 20.2.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  O EIXO PT-HAVANA
3. ENTREVISTA  GERALDO ALCKMIN  PREFIRO SER CRITICADO A ME OMITIR
4. MALSON DA NBREGA  DESASTRE NO PETRLEO
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  ENTENDENDO A SNDROME DE ASPERGER

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com

OSCAR: SHOW DO CINEMA
H quem diga que a economia brasileira s engrena depois do Carnaval. A mxima poderia ser adaptada para a indstria cultural. O cinema espera at o fim de fevereiro pela festa do Oscar, as produes que ela referenda e as tendncias que pode apontar. O site de VEJA preparou um contedo especial sobre a premiao da Academia de Hollywood, no prximo dia 24. Alm de conhecer cada concorrente nas principais categorias da competio, como melhor filme, ator e atriz,  possvel fazer apostas nas enquetes e testar os conhecimentos sobre esta edio e a histria do Oscar, em dois quizzes especiais. Na quarta-feira, um grfico vai mapear os temas dos filmes vencedores do prmio desde 1929 e mostrar onde se encaixam os concorrentes deste ano. Na vspera do Oscar, uma lista ensinar os leigos a arrasar numa discusso de bar. E, na data, VEJA.com vai acompanhar ao vivo a maior festa do cinema mundial.

VDEO
 impossvel falar em Oscar sem falar em moda. No h passarela como o tapete vermelho em frente ao Dolby Theatre. Houve poca, no entanto, em que ningum se importava tanto com a grife vestida por astros e estrelas do cinema. No programa Pano pra Manga, Mario L. Mendes relembra os vestidos mais exuberantes, os mais discretos, os mais chiques e os mais desastrados do tapete vermelho.

CARROS ELTRICOS
H poucos anos, tudo parecia perfeito para que tivesse incio a era do carro eltrico: o alto preo da gasolina, consumidores mais engajados na preservao do meio ambiente, governos dispostos a investir em infraestrutura e montadoras vidas por incrementar as vendas. Mas, diferentemente do que previam especialistas, o carro eltrico no engrenou. O alto preo, a complexidade das recargas e a incerteza quanto  autonomia e  segurana dos modelos j lanados inibem os consumidores. O site de VEJA responde s dez principais perguntas sobre o futuro dos eltricos.

O SEXTO SENTIDO J  REAL
Pela primeira vez na histria, um mamfero ganhou um sexto sentido artificial, a capacidade de enxergar a luz infravermelha. A proeza foi realizada pela equipe do brasileiro Miguel Nicolelis na Universidade Duke, nos EUA, e foi publicada na revista Nature Communications. A reportagem do site de VEJA acompanha ao longo da semana o Encontro Anual da Associao Americana para o Avano da Cincia (AAAS, na sigla em ingls), em que Nicolelis falar  comunidade cientfica sobre essa pesquisa e outros estudos em andamento. Antes de embarcar para Boston, ele conversou com o site: Ns ultrapassamos um limite que se pensava impossvel, uma barreira que era quase dogmtica.


2. CARTA AO LEITOR  O EIXO PT-HAVANA
     A indecente intromisso dos comunistas cubanos na vida poltica da vizinha Venezuela atingiu o estgio de matriz e colnia. Apesar da enorme e indevida reverncia que alguns petistas nutrem pela entrevada ditadura dos irmos Castro, Braslia vinha se mantendo fora da rea de ao dos cubanos. O Brasil no podia ser descrito como um pas-satlite de Havana, a despeito de alguns episdios degradantes ocorridos durante o governo Lula  o mais condenvel deles foi a priso dos lutadores de boxe cubanos em busca de asilo no Brasil, que, em total desrespeito aos direitos humanos, foram entregues  soldadesca poltica da dinastia Castro. Uma reportagem desta edio mostra que o campo de fora contra a perniciosa influncia cubana no Brasil  cheio de furos.
     Os reprteres de VEJA descobriram que alguns integrantes do PT e gente poderosa do Palcio do Planalto entraram em conluio com Havana para tentar desqualificar a blogueira cubana dissidente Yoani Snchez, que, depois de intensa presso internacional, recebeu permisso do governo para deixar a ilha e visitar o Brasil. Yoani  uma lutadora solitria contra a ditadura dos irmos Castro. Ela envia suas mensagens e pedidos de socorro por meio de um blog, que durante muito tempo s ficou no ar graas ao trabalho de voluntrios no exterior. A vinda dela ao Brasil  motivo de orgulho para todos os brasileiros  com exceo,  certo, de alguns altos funcionrios do Planalto.
     A reportagem de VEJA revela que, falando em nome do governo, esses serviais foram convocados  Embaixada de Cuba em Braslia, onde receberam cpias de um dossi em que, tolamente, registre-se, Yoani  acusada de ir  praia em Cuba, tomar cerveja e aceitar dinheiro associado a alguns de seus cobiados prmios internacionais  entre eles o Ortega y Gasset, da Espanha, e o Prncipe Claus, da Holanda , concedidos a destacados defensores da liberdade de expresso.
     Seria s mais um servicinho sujo prestado a Havana, no fosse o fato, este sim estarrecedor, de os funcionrios brasileiros terem se mostrado solcitos e coniventes inclusive com a rede de espionagem cubana armada em territrio brasileiro para bisbilhotar os encontros de Yoani no pas.  preciso que algum com juzo no governo enquadre urgentemente os cubanfilos militantes e os informe de que o Brasil no , ainda, quintal de Havana.


3. ENTREVISTA  GERALDO ALCKMIN  PREFIRO SER CRITICADO A ME OMITIR
O governador de So Paulo repudia as crticas  internao compulsria de viciados em crack e diz que lutar pela aprovao de penas bem mais duras para menores infratores.
OTVIO CABRAL

Geraldo Alckmin  um homem fiel a suas origens. Em duas horas de entrevista no Palcio dos Bandeirantes, fez diversas referncias  sabedoria da poltica no interior do estado. Citou o prefeito de Indaiatuba, para quem prender ladres  como pescar lambari. Ele invocou a etiqueta de chamar as pessoas como elas querem ser chamadas, aprendida em Pindamonhangaba, sua cidade natal, para explicar por que diz presidenta Dilma. Sob o jeito pacato, no entanto, esconde-se um administrador decidido e sem medo de crticas. Alckmin respondeu aos que discordam de seu programa de internao compulsria de viciados em crack e anunciou que a bancada do PSDB submeter ao Congresso um projeto que endurece as penas para menores infratores.

O senhor lanou em janeiro um projeto que prev a internao compulsria de dependentes de crack. Isso provocou reaes da oposio e de algumas organizaes, que alegaram que ele desrespeita os direitos individuais dos dependentes. Passado um ms do incio do programa, o senhor acha que acertou? 
Sem dvida. As crticas que recebemos se baseiam na ideia de que no se deve fazer nada com os dependentes a no ser que eles procurem ajuda. Trata-se de uma atitude muito cmoda e prejudicial ao viciado e  sociedade.  a lgica perversa da omisso. Ela se vale de uma total inverso de valores em que sai ganhando no o governante que faz, mas o que deixa de fazer. Se no combate o crime, no  acusado de encher as cadeias. Se no reprime o consumo de crack, no  acusado de truculncia. Se no interna dependentes qumicos, no  acusado de desrespeitar direitos individuais.  assim que o inoperante, o omisso se livra de crticas. Eu no me deixo paralisar pela lgica perversa da omisso. Prefiro agir e ser criticado a me omitir e no enfrentar o problema. Sei que as mes e os pais dos dependentes se sentiram atendidos. Ouo o clamor dessas mes e tambm o dos pais e at o de filhos desses dependentes. Vejam o caso da jovem que dopou o pai para lev-lo  internao. No temos o direito de ignorar essa tragdia. Vou enfrentar quaisquer crticas, mas, repito, no vou me omitir.

Parte dos seus crticos sustenta que a poltica de reduo de danos seria mais adequada. Eles esto errados? 
Sim, claro. A poltica de reduo de danos simplesmente no funciona com os viciados em crack. Os danos que essa droga provoca so devastadores. O tamanho e a intensidade do problema no permitem que esperemos mais. Hoje, o crack  uma questo gravssima de sade pblica e tambm de segurana: em todas as capitais h cracolndias e 90% das cidades tm viciados, em sua maioria jovens vindos de famlias mais pobres. O programa que lanamos criou um centro que agora fica aberto 24 horas por dia, sete dias por semana, com mdicos, psiclogos e assistentes sociais. E, pela primeira vez, h a presena de juzes, promotores e defensores pblicos. A deciso judicial sobre a internao sai na hora, mesmo que o dependente no queira.

Qual  a sua opinio sobre a descriminalizao da maconha, bandeira do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?
FHC  um grande homem, um grande poltico, um grande intelectual e revela um senso de atualidade ao abordar o,tema. Mas, nesse particular, discordamos. Penso o contrrio disso. Como podemos descriminalizar a maconha se nem conseguimos impedir que o lcool seja vendido a menores? Acho que a prioridade  outra. O Brasil tornou-se o principal consumidor de crack do mundo. E o segundo de cocana. Isso  um descalabro.

Foram mortos mais de 100 policiais em So Paulo em 2012. Qual  a responsabilidade de seu governo? 
Nessa questo da violncia, mais uma vez, o governo  criticado no por deixar de agir, mas por ter agido e reduzido significativamente os ndices de criminalidade. No fim da dcada de 90, o estado de So Paulo tinha 14.000 homicdios por ano, o que dava uma mdia de mais de 35 mortes por 100.000 habitantes  era o quarto estado mais violento do pas. Treze anos depois, o nmero foi reduzido para 4500 mortes, ou seja, onze assassinatos por 100.000 habitantes. O Brasil tem 22,6 homicdios por 100.000 habitantes. Isso  mais do que o dobro de So Paulo. Samos da posio de quarto estado com maior ndice de homicdios para o 25 lugar. O que ocorreu foi que, no segundo semestre de 2012, houve uma reao do crime organizado  ao dura da polcia, principalmente no combate ao trfico. O bandido, ao matar policial e incendiar nibus, quer desviar o foco para poder traficar em paz.

A insurgncia do crime organizado chegou ao fim? 
 impossvel dizer isso, o combate  criminalidade tem de ser dirio. Mas neste ano j teremos os indicadores voltando  tendncia de queda. Defendo a opinio de que a lei deve ser mais severa para coibir a ao dos criminosos. Vamos enviar ao Congresso Nacional um pacote de projetos de lei, que ser apresentado pela bancada do PSDB, com a proposta de que os crimes cometidos contra agentes de segurana sejam classificados como homicdios qualificados. Isso aumenta a pena do assassino para vinte a trinta anos de priso. Vamos tambm propor que, no caso de roubo com emprego de armas ou acompanhado de sequestro-relmpago, os criminosos s possam se beneficiar dos regimes carcerrios menos rgidos depois de cumprir dois quintos da pena, e no mais apenas um sexto.

O projeto prev alguma mudana em relao aos infratores menores de idade, cujos crimes so cada vez mais frequentes? 
Sim. Eu defendo o aumento do tempo mximo de internao para eles. Hoje, o menor infrator s pode ficar trs anos na Fundao Casa e sai automaticamente aos 21, com a ficha limpa. Queremos que, no caso de infraes graves, esse tempo aumente para oito anos e que ele cumpra a pena at o fim, mesmo que passe dos 21 anos e, assim, deixe de ser ru primrio. Esse ser um debate que o Congresso ter de enfrentar.

Prender e aumentar as penas funciona no combate  criminalidade? 
So as iniciativas mais importantes, mas no as nicas. O governo est fazendo acordos com as prefeituras para levantar as ruas que precisam de melhor iluminao, os bairros que necessitam ser mais patrulhados, os locais que podem ter cmeras de vdeo. Em Indaiatuba, o ndice de roubos e furtos de carro caiu mais de 50%. Fui verificar e descobri que a prefeitura instalou cmeras nas entradas e sadas da cidade.  s passar por ali com um carro roubado que o bandido  preso. O prefeito disse que  como pescar lambari: joga o anzol e fisga o bandido na hora. E s agir que o resultado aparece.

Seu ex-secretrio da Segurana Pblica dizia que a organizao criminosa que se intitula PCC era um grupo formado por trinta ou quarenta presidirios que ganhou notoriedade exagerada. O senhor concorda? 
 evidente que h uma organizao criminosa em atuao no estado e que precisa ser combatida sem trgua.  por isso que, em So Paulo, o governo fez as trs primeiras penitencirias de segurana mxima para isolar os lderes do crime organizado. Quando o governo federal no tinha onde prender o Fernandinho Beira-Mar, pediu a ns que o colocssemos em Presidente Bernardes. O investimento em prises  importantssimo para conter essa faco e o crime de forma geral. At agosto, no haver mais presos em distritos policiais em So Paulo. Isso trar dois benefcios: o preso ficar em instalaes mais adequadas e a Polcia Civil ser liberada para fazer seu trabalho de investigao.

O que o seu partido, o PSDB, faria de diferente do PT se estivesse na Presidncia? 
 evidente que o pas est crescendo menos do que pode. Isso  culpa do custo Brasil. Para melhorar a competitividade, precisamos de reformas estruturantes, como a tributria, a administrativa, a trabalhista e a do Judicirio. Outra questo prioritria  fortalecer a segurana jurdica para poder aumentar os investimentos.  preciso tambm descentralizar mais. O Brasil  uma federao ainda frgil. Voc liga a televiso e  o dia inteiro Braslia, Braslia, Braslia, Braslia.. .. isso no funciona.  preciso descentralizar mais.

O combate  corrupo no  prioritrio? 
Isso  um dever. O Supremo Tribunal Federal, com a votao da Ao Penal 470, semeou a esperana de um pas melhor. O que estimula a atividade delituosa  a impunidade.

Por que, na sua opinio, seu partido perdeu as trs ltimas eleies presidenciais? 
A minha gerao no sabia o que era moeda estvel. Com Fernando Henrique Cardoso, o Brasil finalmente conseguiu atingir a estabilidade. Isso foi fundamental para que o pas se desenvolvesse e combatesse a desigualdade, j que o pior imposto era o inflacionrio, do qual o pobre no tinha como se defender. O partido teve vitrias importantes na ltima eleio, elegendo governadores em todas as regies. O PSDB tem o que mostrar. Um problema que vejo  essa fragmentao que fragiliza os partidos, principalmente os que esto na oposio. No h democracia no mundo que funcione com trinta partidos. No existem trinta ideologias diferentes. Uma reforma poltica que reduzisse para sete ou oito os partidos com representao no Congresso fortaleceria muito a democracia.

O senador Acio Neves fez uma autocrtica aps a eleio de Renan Calheiros para presidente do Senado. Ele avaliou que a oposio agiu mal, desunida e sem estratgia. Por que o PSDB tem tanta dificuldade em ser oposio? 
Quero, primeiro, ressaltar a importncia da oposio. O pas precisa de opositores fortes e o governo se beneficia de adversrios firmes, que apontam erros e mostram outros caminhos. Mas as oposies se fragilizam demais em um sistema montado para favorecer o governismo. O parlamentar v que, sem estar ao lado do governo, est perdido, ento migra para um partido governista. Dos trinta partidos, s h trs ou quatro de oposio ao governo. Nos estados  a mesma coisa, partidos que apoiam o PT em Braslia esto com o PSDB em So Paulo e com o PSB em Pernambuco.  preciso mudar o sistema poltico urgentemente.

Seu vice, Guilherme Afif, do PSD, tem falado que pretende assumir um ministrio do governo Dilma. No  o melhor exemplo da falncia do sistema partidrio? 
Eu no vou comentar porque no tenho informao em relao a convite e participao dele no governo da presidenta Dilma. Prefiro no comentar.

O senhor est to afinado com ela que a chama de presidenta? 
Estou mesmo afinado com ela. Como governador, tenho o dever de somar esforos.  preciso separar as aes de governo das disputas eleitorais, que so saudveis. O Brasil no tem vocao para partido nico. 

Nas trs ltimas eleies presidenciais, o PSDB esteve dividido. Qual  o melhor nome de candidato a presidente para unir o partido em 2014? 
Eu defendo a ideia de que o partido, se tiver mais de um pr-candidato, faa prvias. Elas ajudam a unir o partido porque no limitam o direito de ningum de disputar. Aquele que  escolhido tem mais legitimidade e o derrotado tem obrigao moral de apoi-lo. Veja a fora das primrias americanas. Fiquei nos Estados Unidos em 2007 e, quando cheguei l, ningum falava de Barack Obama. A candidata do Partido Democrata era a senadora Hillary Clinton. O estilo de escolha permitiu o crescimento de Obama com grande legitimidade e participao da sociedade. Defendo as prvias ainda neste ano para entrarmos em 2014 com o candidato escolhido. Temos timos nomes: Acio Neves, Jos Serra e nossos governadores. O que precisamos  pr o p na estrada, amassar barro, decidir as questes de forma mais democrtica, permitir a participao popular.

O senhor  candidato? 
Eu sou candidatssimo  presidncia do Santos Futebol Clube. Luis lvaro (o atual presidente do clube) que se cuide.


4. MALSON DA NBREGA  DESASTRE NO PETRLEO
     O petrleo produz fascnio. A ideia de que se trata de um bem estratgico  poderosa. Roberto Campos dizia, porm, que o petrleo  apenas um lquido pegajoso e fedorento. Na verdade, estratgico  atributo da educao e das instituies. Claro, grandes reservas de petrleo podem impulsionar a economia e assegurar o suprimento de energia, mas elas no so essenciais. Sua, Coreia do Sul e Singapura, pases bem-sucedidos, no tm uma gota sequer de petrleo no seu territrio. Na Nigria e na Venezuela, grandes produtores, o petrleo se tornou uma calamidade e perpetua o atraso. A desgraa vem do uso irresponsvel dos recursos, que inibe a construo institucional, provoca o desperdcio e anima a corrupo.
     O Brasil instituiu o monoplio da explorao e produo do petrleo em 1953 e confiou sua execuo  Petrobras. Com o tempo e duas crises do petrleo (anos 1970), ficou claro que a autossuficincia dependeria de atrair capitais privados. Da a Lei do Petrleo, de 1997, que manteve o monoplio da Unio mas permitiu a participao de empresas privadas na atividade.
     Adotou-se, ento, o regime de concesso, que trouxe maior dinamismo ao setor. Sob o incentivo da competio, a Petrobras se fortaleceu, bateu recordes de produo e granjeou reputao nacional e internacional. Os leiles atraram quase 100 empresas privadas, nacionais e estrangeiras. Muitas outras se prepararam para fornecer bens e servios. As reservas de petrleo e gs cresceram de forma acelerada. O novo modelo foi um grande xito.
     O PT, que se ops  nova lei, lutou pela contrarreforma. A oportunidade surgiu com a descoberta do pr-sal, que Lula considerou um bilhete premiado. Mudou-se a lei e instituiu-se o regime de partilha nessa regio, o qual amplia a ingerncia estatal, reduz a competio e submete o setor a aes de poltica industrial.  grande a semelhana com a ao estatal que levou  estagnao do pas nos anos 1980.
     Imaginava-se que a mudana manteria o interesse das empresas petrolferas, em razo do potencial das reservas e da inexistncia de oportunidades comparveis no mundo. Diagnstico errado. Surgiram novas oportunidades menos arriscadas e mais atraentes, viabilizadas pela revoluo tecnolgica  como no gs de xisto e no tight oil (petrleo) nos Estados Unidos  e pela expanso da fronteira de produo na frica, na Rssia e no Iraque.
     O regime mais restritivo contribuiu para que muitas empresas deixassem o Brasil. Um efeito colateral da mudana foi despertar o apetite de estados e municpios pelos recursos da explorao, criando o atual imbrglio da diviso dos royalties. No h novas licitaes desde 2008. O investimento privado estancou. A produo caiu em 2012. Esses e outros aspectos foram abordados em excelente livro organizado por Fabio Giambiagi e Luiz Paulo Vellozo Lucas (Petrleo, Editora Elsevier, 2012).
     A lgica que permeia o novo modelo  ingerncia estatal e desenvolvimentismo   a mesma que o governo usa na gesto da Petrobras,  qual foi imposto o peso excessivo da participao de pelo menos 30% em todos os consrcios do pr-sal. A rentabilidade despencou por causa do controle de seus preos, que a obriga a importar gasolina e diesel para revend-los a preos mais baixos no mercado brasileiro e a perder bilhes de reais com tal poltica. Por isso, a empresa tem sido obrigada a se endividar mais intensamente, de forma a no interromper o ambicioso plano de investimentos. O problema  que, apesar do recente aumento de seu capital, o endividamento comea a chegar perto de seus limites. O custo financeiro poder aumentar se a classificao de risco da empresa for rebaixada. Tal situao, insustentvel, pode comprometer a explorao de nossas reservas de petrleo. Conforta saber que a nova e sria presidente da Petrobras parece compreender os riscos de tamanha interveno.
     A mudana da Lei do Petrleo, motivada por razes polticas e ideolgicas, ainda no foi posta em prtica, mas o intervencionismo em curso sugere que vai ser e que cobrar um preo elevado em termos de desenvolvimento do pas.  hora de discutir o retorno  racionalidade nessa questo fundamental.


5. LEITOR
REPORTAGEM DE CAPA
Conforme a tecnologia avana, mais o ser humano busca atender a seus anseios mais animalescos. Uma ferramenta como o Facebook, que entre outros fins positivos pode ser usado para localizar amigos e parentes distantes, bem como servir de frum de discusso sobre temas sociais, polticos e econmicos, passa agora a servir para marcar transas entre amigos (Direto ao ponto, 13 de fevereiro). Em vez de o ser humano agregar valores com os avanos da modernidade, ele se desvaloriza cada vez mais. Onde esto os valores morais diante de uma realidade em que se buscam somente a satisfao sexual e o prazer pelo prazer?
WAGNER FERNANDES GUARDIA
So Vicente, SP

O utilitarismo frentico guia o mundo de hoje. Estaria o amor romntico assumindo feies de mito?
STPHANIE BRITO
Campos dos Goytacazes, RJ

O sucesso desse novo programa apenas confirma a fragilidade das relaes amorosas no sculo XXI  descartveis e efmeras. Sinto por ns, seres humanos, coisificarmos nosso parceiro. Seria retr demais se olhssemos nos olhos de algum e propusssemos um momento ntimo? Ou deve ser melhor olharmos na tela do computador e desejarmos algum? E depois, qual ser o prximo passo nesse processo maquinal?
VITRIA DENCK
Curitiba, PR

O novo programa no elimina o risco de rejeio. Basta que uma das partes queira testar seus amigos e marcar todos apenas com o objetivo de descobrir quem corresponde. O risco  inerente  vida. De tempos em tempos, aparecem frmulas mgicas para elimin-lo. Elas sempre falham.
ALDO FANTELLI 
Por e-mail

Sou da gerao passada e, por vezes, ouo algumas mulheres reclamando que os homens de hoje no querem assumir compromisso srio. Entretanto, do jeito que est, s pode dar nisso mesmo!
PAULO CESAR SANTOS
Curitiba, PR

Os tempos mudaram. A ponto de uma revista publicar na capa uma pergunta por demais sugestiva e agressiva sem que isso provoque reaes contrrias. Efetivamente, a comunicao eletrnica est mudando o comportamento humano e at as relaes amorosas. Isso  bom ou no? S o tempo dir.
URIEL VILLAS BOAS
Santos, SP

Mais uma prova da sociedade do imediatismo na qual vivemos.
CARLOS FABIAN SEIXAS DE OLIVEIRA
Campos dos Goytacazes, RJ

A reportagem de capa da revista VEJA desta semana nos faz refletir sobre a necessidade de saber o que nossos filhos esto buscando na internet e, assim, minimizar os riscos de que eles sejam vtimas de pedfilos e de outros mal-intencionados.
JOSU SILVESTRE SILVA
Piracicaba, SP

A reportagem s confirma que h algo de errado na forma como temos vivido nossas amizades e relaes amorosas. Ser que podemos confiar plenamente nos 656 amigos que temos na rede? Ser que estes tambm no passam de conhecidos desconhecidos? Conhecer algum leva tempo. Diariamente, a realidade nos mostra que as coisas no so assim to simples.
JOSEANE STADELHOFER DO AMARANTE
Joinville, SC

Ir direto ao ponto e ignorar o processo da conquista, que credibiliza e consolida o incio de toda unio estvel de sucesso,  pr prazo de validade em qualquer relacionamento.
ELYESER DOLIVEIRA COSTA DOS SANTOS 
Curitiba, PR

CONGRESSO NACIONAL
Muito preocupantes as interpretaes publicadas em VEJA (A faca no pescoo, 13 de fevereiro) referentes a mordomias, voto secreto, nepotismo, fisiologismo e tica dos novos presidentes da Cmara e do Senado. So interpretaes que contradizem perigosamente os princpios constitucionais de legalidade, Impessoalidade, moralidade, publicidade e eficincia. Se os atuais ocupantes de dois dos principais cargos governamentais so to irresponsveis em suas interpretaes e consequentes prticas relacionadas a esses princpios fundamentais, s se pode esperar o pior nos dois anos de seus mandatos.
ALOSIO DE ARAJO PRINCE
Belo Horizonte, MG

Ambos, Renan Calheiros e Henrique Alves, tentaram explicar, mas enfim no deixaram dvida na sua justificao do voto secreto:  o voto covarde, o voto da absoluta falta de coragem civil que, juntamente com a tica e a honestidade, deveria constituir o esteio moral de todo homem pblico.
KLAUS H.G. REHFELDT
Blumenau, SC

Que espcie de tica esses hipcritas acham que possuem para assumir esses cargos?
ANA MARIA HORDI GRIMALDI 
Lages, SC

Aquela espada por um fio por um instante me fez delirar e percebi o limite entre o bem e o mal.
JOO RUBENS JACYSZEN
Curitiba, PR

Sempre pensei que os polticos deveriam passar por uma prova de conhecimentos  um concurso pblico no qual pudessem mostrar que so qualificados para ser candidatos. S depois que eles provassem que sabem o que  tica  que poderiam se candidatar.
ARI BARBOSA
Maring, PR

LYA LUFT
Quantas geraes ainda sero necessrias para deixarmos de ser to tolerantes com aqueles que so pagos para aplicar bem nossos impostos (Danando ladeira abaixo, 13 de fevereiro)?
SUZANA MARA DE CARVALHO VERNALHA
So Paulo, SP

No tenho a iluso de querer que o mundo pare porque ocorreu uma tragdia. Mas no deixa de ser incmodo assistir a tanto descaso das pessoas para as quais o posto de destaque de reinados carnavalescos  mais importante que a dor das famlias.
LESLIE HERINGER
So Paulo, SP

Tenho imensa pena desse pas retratado no artigo de Lya Luft.
ROBERTO ZAKI
So Paulo, SP

Alegria e felicidade so diferentes, no incompatveis. Devemos induzir as pessoas  superao, no  depresso.
IRENE FERNANDES
Curitiba, PR

HELGE LUND E PETROBRAS
A entrevista com o presidente da Statoil, Helge Lund (Sem eficincia no h petrleo, 13 de fevereiro),  uma aula de empreendedorismo.
WEYDMAN VITRIO DE SOUSA 
So Lus, MA

Para consolidar uma indstria local competitiva na explorao do petrleo, basta que o estado pare de interferir e deixe de confiscar grande parte das receitas por meio de tributos sem fim. O livre mercado far o restante.
CESAR MASSIMO
Por e-mail

Seria de bom alvitre que os dirigentes da Petrobras, se no o prprio governo, seguissem o exemplo da Statoil na administrao da nossa estatal de petrleo.
ALBERTO DE SOUSA BEZERRIL 
Natal, RN

Excelente e inspiradora entrevista. S faltou esclarecer que a Noruega da Statoil  uma monarquia e a primeira colocada no ndice de desenvolvimento humano (IDH) mundial, enquanto o Brasil da Petrobras  uma pseudodemocracia representativa e 84 no IDH...
GILBERTO DIB
So Paulo, SP

Se nada for feito, a gesto petista vai conseguir a faanha de deixar o resultado do balano da Petrobras to vermelho quanto a bandeira do PT.
DOMINGOS SVIO PEREIRA
So Paulo, SP

Fiquei revoltado ao ler a entrevista com Helge Lund, pois ele nos fez ver a ineficincia escancarada do governo brasileiro ao interferir na Petrobras.
PAULO CELSO SIMAS RIBEIRO
Esprito Santo do Pinhal, SP

O que a presidente da Petrobras deveria fazer, no que se refere  gasolina e ao diesel importados,  reclamar ao governo federal o devido repasse do tributo (Cide), mitigando os prejuzos da estatal.
VALDOMIRO NENEV
So Jos dos Pinhais, PR

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Parabenizo Pompeu de Toledo por escrever to brilhante artigo, ainda que composto apenas de citaes literrias, sobre o Carnaval (Velhos carnavais, 13 de fevereiro).
MARIA DA CONCEIO DANTAS
Natal, RN

Parabns por fazer o leitor viajar no tempo e ver como so atuais pensamentos to antigos.
MAURA ARAUJO NAVARRO
Guaxup, MG

GUSTAVO IOSCHPE
O bom professor se alimenta de um estmulo consciente e responsvel para ensinar mais e melhor de forma digna e produtiva  mesmo que o salrio seja baixo (Como identificar um bom professor, 13 de fevereiro).
FERNANDO PARENTE LIRA CAVALCANTE 
Salvador, BA

Deveria realmente haver avaliao de professores, pois muitos passam em concurso e se encostam.
NILCE BADAR DE CAMPOS MARTINS 
So Paulo, SP

Vrios so os fatores que tornam algum um bom professor. Acredito que o domnio do contedo que ele ensina seja o principal e indispensvel. Como ensinar algo que no se sabe?
LAERCIO LUCIO OLIVEIRA
So Lus, MA

PODE HAVER BELEZA NA DOR?
Entre tantas coisas a pensar desse episdio triste, por que no dizer essa chacina, em Santa Maria, alguns leitores se preocuparam com as unhas pintadas da Yasmin Mller?! Infelizmente a pobreza de esprito e a pequenez humana no tem limites (Pode haver beleza na dor?, Leitor, 13 de fevereiro).
MRCIA ADRIANA DA SILVEIRA PESSOA
Terespolis, RJ

Sim, a juventude por si s j  bela, e a dor no escolhe faixa etria para aparecer. Aqueles jovens se arrumaram, as meninas fizeram cabelo e unhas para sair  noite e se divertir, certamente estavam todos lindos! O final trgico  que ningum esperava. O que me surpreendeu  que alguns leitores, poucos, num momento de tamanha tristeza, acharam que Yasmin Mller teve tempo de ir  manicure antes de velar o namorado. Quanta insensatez e futilidade desses leitores ao se preocupar com tal detalhe, que, naquele momento, no tinha a menor importncia. A dor era maior. Parabns, sim, ao fotgrafo Lauro Alves, que, com sensibilidade aguada, soube eternizar a beleza diante da morte.
VIRGNIA B.T. DA SILVEIRA
Florianpolis, SC

CORRUPO NO EXRCITO
A atitude da empresria Iracele Mascarello (At no quartel, general?, 13 de fevereiro) demonstra que temos condies de reverter o processo vergonhoso entre compradores e vendedores em nosso pas. Neste momento, precisamos de pessoas ntegras, com coragem para denunciar essa vergonha que se chama corrupo, infiltrada em todas as esferas do governo. Parabns  empresria. Desejo que ela sirva de exemplo para os demais achacados e achacadores do Brasil, pas que ainda sonha se tornar potncia econmica.
LUIZ AUGUSTO WARGHA
Lavras, MG

A reportagem pode at causar espanto em alguns, mas o autor reconhece a importncia e a seriedade dessa instituio e admite que os acontecimentos denunciados so atos isolados de pessoas ou grupos, que devem ser responsabilizados e punidos.
ANTONIO CARLOS DE MELLO
Telmaco Borba, PR

STF
O filhotismo, por no deixar prova material,  difcil de ser exterminado (A segunda batalha, 13 de fevereiro).
RUDSON COELHO
Fortaleza, CE

Os funcionrios pblicos do Judicirio podem sentir-se orgulhosos de integrar um quadro composto de pessoas da ndole do senhor Joaquim Barbosa e da senhora Eliana Calmon. Acredito que existam muitos outros no funcionalismo pblico que nos do a esperana de dias melhores.
PAULO CESAR SANTOS
Curitiba, PR

FUGA DE PRESOS
Ter como primeira opo a conivncia de funcionrios como justificativa para a fuga dos presos do Complexo Penitencirio de Gericin  um erro.  de conhecimento de todos que a segurana daquele complexo  pfia e ineficiente (S no viu quem no quis, 13 de fevereiro).
TERESA ABREU DE ALMEIDA
Rio de Janeiro, RJ

MALSON DA NBREGA
Se a submisso do Banco Central (BC) ao governo persistir, teremos a continuidade nos supermercados, com as remarcaes dirias de preos. Uma triste lembrana que no desejamos jamais reviver.  necessrio o retorno imediato da autonomia do BC (Quem manda no Banco Central?, 13 de fevereiro).
MAURO PEREIRA VIANNA
Piracicaba, SP

CORRUPO NO FUTEBOL
A reportagem Roubalheira no futebol (13 de fevereiro) evidencia prticas que, infelizmente, se tornaram comuns no mundo da bola. O esporte virou negcio e passou a visar a interesses individuais de gente inescrupulosa. O futebol, nossa maior forma de manifestao cultural, anseia por um resgate.
IOLANDA PAVANI
Primavera do Leste, MT

RADAR
De acordo com o artigo 37 da Constituio, a moralidade constitui obrigao legal. Quem incorre em imoralidade comete uma ilegalidade (O maraj e a madrinha, Radar, 13 de fevereiro).
MARCOS BAZZANA DELGADO
So Paulo, SP

COFEN
Todos os processos administrativos da atual gesto do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) (de maio de 2012 at agora) demonstram meu compromisso com a democracia, a transparncia e a legalidade, diferentemente do que foi publicado na nota Na enfermaria (Holofote, 6 de fevereiro). Defendi, em novembro de 2012, junto ao plenrio do rgo, a instalao de auditoria externa das contas e remeti  Polcia Federal e ao Ministrio Pblico Federal as denncias de desmandos e desvios de recursos pblicos da gesto anterior. Tambm institu a Comisso de Contas Especial para averiguar indcios de superfaturamento da ordem de 1,5 milho de reais em contratos feitos com a empresa que desenvolve o sistema de informtica do Cofen. Outros contratos foram alvo de significativa reduo em seus custos. Isso certamente desagradou s pessoas envolvidas nas irregularidades.
MARCIA CRISTINA KREMPEL
Presidente afastada do Cofen

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

COLUNA
AUGUSTO NUNES
PETROBRAS
A Petrobras de matar de inveja similares estrangeiras  to real quanto a transposio das guas do So Francisco, a erradicao da misria, a inocncia de Lula ou a competncia de Dilma Rousseff. www.veja.com/augustonunes

DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
COREIA DO NORTE
Pequim  o nico aliado de Pyongyang.  uma relao marcada por exasperao. As advertncias feitas pelos chineses para que os norte-coreanos no avancem no programa nuclear no so acatadas. www.veja.com/novayork

GPS
PAULA NEIVA
AMOR NA AVENIDA
Quando os alto-falantes anunciaram a entrada da Grande Rio, a escola em que a atriz Bruna Marquezine foi destaque, Neymar dirigiu-se  grade do camarote e l ficou at que a namorada passasse. www.veja.com/gps

COLUNA
REINALDO AZEVEDO
VATICANO
O prximo papa vai dizer se a renncia de Bento XVI foi o ltimo gesto do cardeal de pulso firme   a minha aposta  ou se ele deixa o pontificado por ser incapaz de conciliar as vrias correntes da Igreja. www.veja.com/reinaldoazevedo

SOBRE PALAVRAS
DAR-SE AO TRABALHO OU DAR-SE O TRABALHO?
As duas construes que motivaram a consulta de Fernando so consideradas gramaticalmente corretas. Isso significa dizer que estamos diante de um caso raro, mas sempre bem-vindo, de tanto faz. Mesmo assim,  preciso registrar que a primeira forma, dar-se ao trabalho  considerada prefervel por muitos estudiosos, por ser clssica. A segunda, dar-se o trabalho, teria cunho francs e seria apenas aceitvel, nas palavras do gramtico Domingos Paschoal Cegalla.
www.veja.com/sobrepalavras

NOVA TEMPORADA
BONNIE & CLYDE
A produo da minissrie sobre a vida e a morte de Bonnie Parker e Clyde Barrow j escolheu atores protagonistas. Holliday Grainger, Lucrcia na srie The Borgias, ser Bonnie, uma garonete que conhece um jovem ex-condenado e se apaixona por ele. Clyde, interpretado por Emile Hirsch, convence a moa impressionvel a experimentar uma vida de aventuras. William Hurt e Holly Hunter tambm foram contratados. Hurt interpreta Frank Hamer, um patrulheiro do Texas que ficou conhecido por ter localizado e matado o casal, e Holly ser Emma Parker, me de Bonnie, que, aps a morte do marido, se muda com os filhos para Dallas em busca de trabalho como costureira.
www.veja.com/temporada

IMPERDVEL
HOLY FIRE
Em seu terceiro lbum de estdio, a banda inglesa de rock alternativo Foals prova que  uma das melhores de sua gerao. Em seu novo disco, Holy Fire, assim como no anterior, Total Life Forever (2010), ela mostra um som mais danante. A banda j esteve no Brasil duas vezes e vir mais uma para o festival Lollapalooza, que acontece no Jockey Club de So Paulo. Ela se apresentar em show nico em 31 de maro.
www.veja.com/imperdivel

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  ENTENDENDO A SNDROME DE ASPERGER
Diagnstico e tratamento precoces fazem toda a diferena para um desenvolvimento mais saudvel.

     Crianas com dificuldade de sociabilizao, linguagem rebuscada para a idade e interesse intenso e limitado apenas por um ou poucos assuntos, podem ser portadoras da sndrome de Asperger, transtorno do desenvolvimento que afeta principalmente indivduos do sexo masculino e cujas causas ainda so desconhecidas. Porm, como se trata de um distrbio congnito, h estudos em andamento que procuram estabelecer a relao com alguma desordem gentica.
     A partir de 2013 a sndrome de Asperger deixar de ter essa denominao e passar a ser classificada como uma forma branda de autismo. Diferentemente do autismo clssico, porm, quem tem Asperger no apresenta comprometimento intelectual e retardo cognitivo. Por isso, os primeiros sinais e sintomas do distrbio costumam ser ignorados pelos pais, que os atribuem a caractersticas da personalidade da criana. Com frequncia, a desconfiana aparece apenas no incio da vida escolar, quando a dificuldade de se relacionar com os colegas e a falta de interesse por tudo o que no esteja ligado ao seu foco de hiperateno manifestam-se mais intensamente.
     Usualmente os primeiros relatos sobre o problema so feitos ao pediatra, que poder encaminhar a criana aos mdicos especialistas para uma avaliao mais profunda e detalhada. No h exames laboratoriais ou de imagem destinados  confirmao do diagnstico e atualmente o principal instrumento para essa finalidade so os testes aplicados por neuropsiclogos, que por meio de tarefas propostas  criana observam e avaliam aspectos cognitivos como memria, ateno e habilidades sociais.
     O tratamento  multidisciplinar e baseia-se em desenvolver habilidades e recursos para minimizar as manifestaes caractersticas, em especial a dificuldade no convvio social. As terapias so feitas a longo prazo, j que se trata de um distrbio crnico. Medicamentos so utilizados apenas para tratar sintomas decorrentes dessas manifestaes, como ansiedade, depresso e extrema irritabilidade.
Quem tem a sndrome e chega  vida adulta sem diagnstico ou tratamento adequados pode enfrentar srios problemas de relacionamento na vida pessoal, escolar e profissional. Alm disso, trata-se de um risco para o desenvolvimento de outros distrbios, como o transtorno bipolar. Quanto mais precoces e precisos forem o diagnstico e o tratamento, maiores sero as chances de a criana com Asperger desenvolver-se de forma mais saudvel, com um comportamento mais socivel, flexvel e independente.

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